Utilidade do contraste em lesões novas ou com crescimento na Esclerose Múltipla (EM): seu uso ainda é necessário?

Lesões na Esclerose Múltipla (EM) são caracterizadas por áreas focais de alto sinal em T2 nas imagens de ressonância magnética (MRI). Ao se identificar uma nova lesão ou aumento de uma lesão já conhecida, mesmo que subclínica, isto significa atividade da doença. Assim, acompanhamento com MRI é considerado fundamental em pacientes com EM. Estudos anteriores, feitos há mais de 20 anos e com aparelhos e técnicas mais antigas, relataram que o uso do contraste é necessário para maximizar a sensibilidade na detecção de novas lesões na EM.

No entanto, atualmente, estudos com magnetos com maior força de campo e novas sequências, como por exemplo, Unidades de RM com campo de força de 3T, mapas longitudinais de subtração, sequências isotrópicas tridimensionais e de inversão–recuperação (DIR) vem demonstrando o contrário, levantando a discussão da real necessidade do uso de contraste para identificação de novas lesões ou aumento das já conhecidas (o que representa atividade de doença atividade). Exceção se faz no que diz respeito à idade das lesões, que é um diagnóstico mais preciso que se alcança com maior acurácia com sequências reforçadas.

Em síntese, evidências apontam que com a combinação de equipamentos e técnicas modernas o uso rotineiro do contraste pode ser substituído na maioria dos casos para acompanhamento de pacientes com EM, diminuindo o tempo e o custo do exame, sem perder lesões aumentadas ou novas.

Redigido pelo Dr. Flavio Posses, médico radiologista da STAR Telerradiologia

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