É comum instituições de saúde oferecerem acesso aos pacientes sobre seus registros médicos via um centro aglomerador e distribuidor de conteúdo online, os chamados portais de pacientes. Esses portais, educativos, demonstraram melhorar o envolvimento do paciente com sua condição clínica, bem como a comunicação com os prestadores de serviços de saúde.

Por outro lado, infelizmente, esta ferramenta também oferece recurso para manipulação de dados, pode ser de difícil acesso para os pacientes com menos conhecimento em tecnologia e pode levar a equívocos, visto que os pacientes se veem diante de termos médicos desconhecidos.

Estas questões foram abordadas em uma análise publicada pelo Jornal do Colégio Americano de Radiologia (Link abaixo), e algumas ideias interessantes são foram expostas, como por exemplo:

  1. Personalizar o portal do paciente de forma dinâmica, guiado pelo feedback dado pelo próprio paciente.
  2. Produzir relatórios de radiologia que faça sentido para o paciente, com um léxico radiológico que possa ser compreendido para quem não é da área da saúde, associado ao uso de imagens-chave. É considerável a acessibilidade dos relatórios por parte dos pacientes – Christoph I. Lee, MD, MS, da Universidade de Washington School of Medicine, em Seattle, relata que mais de 50% dos pacientes acessam seus relatórios de radiologia online, dando ao radiologista uma oportunidade de estreitar a relação médico-paciente.
  3. Encorajar a comunicação entre o radiologista e o paciente – disponibilizar informações de contato para comunicação direta entre o radiologista e o paciente, o que eleva substancialmente a qualidade do atendimento e a adesão por parte do paciente ao seguimento do caso.

Fonte: https://www.jacr.org/article/S1546-1440(19)30197-8/fulltext