Novos protocolos de imagem propõem redução do uso do gadolínio no acompanhamento de pacientes com Esclerose Múltipla (EM)

Uma novidade pode chegar em breve para os pacientes portadores de esclerose múltipla (EM). Uma vez que podem ser rotineiros os exames de ressonância nuclear magnética (RM) nesta população, e, hoje, em geral, o padrão é a utilização de altas doses de agentes de contraste à base de gadolínio (GBCAs) durante os exames, um protocolo mais recente promete reduzir significativamente seu uso, de forma segura e eficaz.

Para conhecimento, os GBCAs podem chegar a ser administrados por até 60 vezes durante a vida nos pacientes portadores de EM. Algumas pesquisas apontam para eventuais riscos quando se trata de um uso desta magnitude, já que há deposição tecidual de gadolínio livre em órgãos diversos, incluindo o cérebro, mesmo em pacientes com função renal preservada. Não é por acaso que a própria FDA (Food and Drug Administration) recentemente advertiu o uso indiscriminado dos GBCAs.

O fato é que as lesões novas ou as que cresceram, lesões alvo nesta enfermidade nas fases pós-contraste, ocorreram naqueles indivíduos que tiveram nova atividade da doença e foram visíveis na sequência FLAIR (Fluid attenuation inversion recovery), sequência esta, a princípio, sem o uso dos GBCAs. Então, questiona-se: por que submeter de forma automática e sistêmica estes pacientes ao uso do GBCAs durante os exames de RM?

Fonte: https://www.jacr.org/article/S1546-1440(19)30425-9/fulltext


2019-05-23T10:25:40-03:00