Medicina do Futuro: a Simbiose entre a Mente Humana e a Inteligência Artificial

A incorporação da Inteligência Artificial (IA) nos diversos campos de atuação profissional vem sendo cada vez mais explorada. Na medicina não é diferente, visto que com sua grande capacidade de armazenamento e processamento de dados, entende-se que a Inteligência Artificial, sobretudo a Deep Learning (DL), permite um melhor desempenho da prática médica, pontuando-se três setores: para os clínicos, auxiliando na interpretação das imagens; nos serviços de saúde, aprimorando os fluxos de trabalho, reduzindo custos e erros médicos; e, por conseguinte, para os pacientes, sendo os grandes beneficiários de todo este processo.

Sem dúvida ainda há uma barreira a ser vencida relacionada aos riscos do uso da Inteligência Artificial no meio médico, visto ser uma prática nova e que ainda necessita de conceitos sólidos para seu uso. Entretanto, esta ferramenta surge como um caminho promissor para vencermos muitos obstáculos ainda presentes na medicina, oferecendo recursos para processamento de grande quantidade de dados, impossíveis de serem alcançados pela mente humana, de forma eficaz e, como um grande atrativo, barata.

Contudo, ao mesmo tempo é grande a discussão sobre o que a Inteligência Artificial poderá fazer com a hoje entendida como fundamental relação médico-paciente, aprimorá-la, atuando como um catalisador, ou suprimi-la. O futuro ainda não sabe.

O artigo completo publicado na Nature Medicine pode ser encontrado em: https://www.nature.com/articles/s41591-018-0300-7.