Talvez você nem tenha notado, mas se fez algum exame de ressonância ou tomografia recentemente é possível que seu médico tenha lhe indicado um centro diagnóstico que trabalhe com diagnóstico radiológico a distância. E se você morar fora dos grandes centros urbanos, então a probabilidade de isso ter ocorrido é ainda maior.

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O modelo de trabalho se chama telerradiologia (umas das subáreas da telemedicina) e, apesar de não ser tão novo, ainda promete impactar o setor de saúde no Brasil. Por ele, radiologistas trabalham a distância junto a clínicas e hospitais em todo o país, interpretando e emitindo suas opiniões como se estivessem no local.

Nos Estados Unidos esse formato já representa mais de 70% dos laudos emitidos. No Brasil, enquanto o Conselho Federal de Medicina (CFM) ainda condena a realização de consultas à distância se o médico assistente não tiver uma relação prévia com seu paciente, o trabalho remoto em radiologia já foi aprovado há algum tempo e atualmente é regulamentado pela Resolução CFM n° 2107/2014.

A questão é que a telerradiologia em nosso país ainda é vista com desconfiança por alguns gestores e médicos, mas empresas como a STAR Telerradiologia estão mudando esse cenário.

A fórmula é simples: com o auxílio de tecnologia de ponta, a plataforma da empresa possibilita que médicos altamente capacitados trabalhem com clínicas e hospitais de todo o Brasil, dando todo o suporte necessário.

É sobre esse assunto que conversamos com o Dr. Marcelo Bordalo, diretor técnico da STAR Telerradiologia. Confira a entrevista abaixo:

Quais as vantagens da telerradiologia para clínicas e hospitais?

R: Se realizada de forma correta, a telerradiologia traz inúmeros benefícios para os serviços de radiologia e seus pacientes. O custo de manter presencialmente um radiologista subespecialista para as diversas áreas é alto. Desta forma, com o auxílio de uma equipe externa acessível e qualificada, a telerradiologia contribui para aumentar a precisão do diagnóstico a um custo economicamente viável, além de reduzir substancialmente o prazo de entrega dos laudos.

Porque a STAR foi chamada de “Uber da Radiologia”?

R: Temos a seguinte proposta: oferecer um serviço de alto padrão a um custo acessível, da mesma forma que a Uber, empresa de transporte privado, implantou no mercado. Possuímos um ambicioso projeto de elevar o status da telerradiologia a outro patamar de assistência e qualidade em nosso país.

Dr, Marcelo Rodrigues Bordalo durante apresentação de trabalho

Foto: Dr. Marcelo Rodrigues Bordalo

E como viabilizar este projeto?

R: Trabalhamos com os serviços de radiologia como se estivéssemos trabalhando presencialmente. Isso implica ter um sistema e procedimentos bem definidos que possibilitem uma comunicação rápida entre a equipe da STAR e os serviços parceiros. Nossos radiologistas podem discutir eventuais dúvidas clínicas dos pacientes com os médicos de todo o país e, até mesmo, avisá-los rapidamente de que existe um achado de exame crítico que implique na tomada de uma conduta médica de urgência.

Temos como regra que nenhum exame seja laudado sem os dados clínicos do paciente com objetivo de emitir o diagnóstico mais preciso e informativo possível. Para viabilizar esta alta qualidade, trabalhamos em parceria com os hospitais e clínicas para melhorar seus fluxos de trabalho e protocolos dos exames, colocando-os em pé de igualdade com os melhores serviços do país.

Obviamente, para que esse modelo funcione, são necessários canais de comunicação muito bem estabelecidos com os médicos e os funcionários responsáveis pelo dia-a-dia dos centros diagnósticos.

Além disto, fazemos questão de trabalhar sob um ambiente extremamente seguro. Existe uma Resolução do CFM regulando a telerradiologia, obrigando que as informações sejam trocadas em ambiente criptografado para segurança tanto do paciente quanto do médico. A STAR Telerradiologia adota esta prática como padrão.

E a parte médica? Há alguma outra forma de assegurar a qualidade dos laudos?

R: Somos uma plataforma de serviços e para oferecer um serviço de alta qualidade precisamos trabalhar com os profissionais mais qualificados. Por isso, fazemos uma seleção cuidadosa e buscamos valorizar os nossos radiologistas, inclusive do ponto de vista financeiro.

As pessoas mais resistentes à telerradiologia costumam dizer que esse modelo de trabalho desvaloriza a classe médica. O que você tem a dizer sobre disso?

R: Respeito a opinião de quem entende dessa forma, mas acho que é uma ideia equivocada. Em primeiro lugar, primamos pela qualidade do laudo radiológico. Acreditamos que um laudo preciso e bem feito é fundamental para o atendimento médico. Precisamos valorizar a qualificação profissional e, para isso, iremos implantar um modelo de educação continuada. Acreditamos que nossa busca por excelência médica e de atendimento também possibilita um aprimoramento do corpo local de radiologistas.

Outro ponto que muitas vezes se esquece é que a possibilidade de trabalhar com serviços de radiologia nos pontos mais remotos do Brasil aumenta a oferta de empregos para os radiologistas. Oferecemos a possibilidade de trabalho para radiologistas de todo o Brasil, valorizando nossa especialidade, e acredito que nossa empresa está estabelecendo um novo padrão para a telerradiologia no Brasil.