Mais de um século de pesquisa e desenvolvimento tecnológico separam as primeiras descobertas do físico Wilhelm Röntgen, ganhador do prêmio Nobel por seus trabalhos com raios-X, e o que entendemos como diagnóstico por imagem hoje.

Diferenças entre os métodos de diagnóstico por imagem em medicina nuclear e radiologia

Outras modalidades foram desenvolvidas e, atualmente, há uma ampla gama de exames utilizados para diagnosticar doenças. Os principais métodos de imagem são:

  • Radiografia
  • Mamografia
  • Tomografia Computadorizada (TC)
  • Ressonância Magnética (RM)
  • Ultrassonografia (US)
  • Densitometria Óssea (DO)
  • Cintlografia
  • Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET)
  • Tomografia por Emissão de Pósitrons acoplada à Tomografia Computadorizada (PET-CT)
  • Tomografia por Emissão de Pósitrons acoplada à Ressonância Magnética (PET-RM)

A seguir, vamos falar um pouco sobre cada tipo de exame, apresentando suas principais características. Acompanhe!

Diagnóstico por imagem: principais características de cada tipo de exame

1. Radiografia (também conhecido como “raio-X”)

A radiografia é o método mais antigo de diagnóstico por imagem. Produz imagens das estruturas do corpo humano através da utilização de radiação ionizante (raios-X). Por essa razão, pode haver restrições para gestantes se submeterem a este tipo de exame.

Algumas de suas principais indicações são a avaliação de estruturas ósseas e articulares (fraturas, por exemplo), e a avaliação de doenças pulmonares (pneumonias, por exemplo).

Pode também ser realizado com a administração de meios de contraste (endovenoso, via oral, via retal ou endocavitário, por exemplo), para permitir uma melhor avaliação de determinados órgãos e estruturas, como os vasos sanguíneos e vísceras ocas. Os meios de contraste mais utilizados são a base de iodo ou bário.

Os aparelhos também podem ser portáteis, um grande benefício a pacientes com mobilidade reduzida e acamados.

2. Mamografia

mamografia é um tipo especial de radiografia utilizada para a avaliação das mamas.

Os mamógrafos (equipamentos para realizar mamografia) também geram imagens utilizando raios-X. A diferença é o material utilizado para gerar os raios-X. Enquanto os aparelhos de radiografia utilizam tungstênio, os mamógrafos fazem uso de ródio ou molibdênio, resultando na produção de raios-X com menor energia.

Tem resolução de contraste superior ao da radiografia comum, possibilitando maior precisão para o diagnóstico precoce do câncer de mama.

A recomendação no Brasil, atualizada em 2015, é que mulheres entre 50 e 69 anos façam uma mamografia a cada dois anos. Entretanto, a idade para começar a fazer o exame e o intervalo entre um exame e outro podem ser diferentes, dependendo de cada paciente – achados clínicos, histórico familiar, resultados de exames anteriores e outros fatores são levados em consideração.

3. Tomografia computadorizada (TC)

A tomografia computadorizada é um método que também utiliza radiação ionizante (raios-X) para gerar imagens, entretanto, produz imagens tridimensionais, enquanto a radiografia cria imagens bidimensionais. Como faz uso de radiação ionizante, também pode ter restrições para gestantes.

Gera imagens com alta resolução espacial e, além disso, sua resolução de contraste permite diferenciar e analisar melhor do que a radiografia os diferentes tecidos presentes no corpo humano, tais como ossos, partes moles, vasos sanguíneos, vísceras abdominais, pulmões, entre outros.

Por ser um exame rápido e preciso, a tomografia computadorizada é bastante utilizada, inclusive em emergências.

Tal como a radiografia e outros métodos de imagem, pode ser realizado com a administração de meios de contraste (por vias endovenosa ou oral, por exemplo), permitindo a realização de exames angiográficos para avaliação dos vasos sanguíneos e o diagnóstico de certas patologias, o que muitas vezes não seria possível sem o seu uso.

4. Ressonância Magnética (RM)

Esse exame utiliza um campo magnético, ondas de radiofrequência e bobinas receptoras para gerar imagens do corpo humano a partir das moléculas dos diferentes tecidos do corpo.

Ao contrário da radiografia e da tomografia computadorizada, o equipamento de RM não utiliza radiação ionizante e, por esta razão, é um exame mais seguro para gestantes (mesmo não havendo relatos de riscos para o feto, recomenda-se evitar durante o 1º trimestre da gestação).

É um método de imagem com altíssima resolução de contraste, permitindo avaliar de forma detalhada as diversas estruturas e órgãos do corpo humano, com destaque para os órgãos abdominais, para o encefálo e para estruturas do sistema musculoesquelético, incluindo uma avaliação sob outra ótica de estruturas ósseas.

É importante destacar que a ressonância magnética nem sempre é o “melhor” método de diagnóstico por imagem, pois para a avaliação de cada doença, são indicados métodos de imagem diferentes, e nem sempre a Ressonância Magnética é um deles ou o melhor entre eles.

Ademais, também pode ser feito com a administração de meio de contraste paramagnético por via endovenosa (gadolínio), melhorando sua precisão para diagnosticar algumas patologias.

5. Ultrassonografia (também conhecida como “ultrassom”)

A ultrassonografia fornece imagens produzidas por meio de ondas sonoras, produzidas e, depois, detectadas por meio de um transdutor (parte do aparelho que entra em contato com o corpo). Não utiliza radiação ionizante e é bastante seguro para mulheres gestantes.

É amplamente utilizada na avaliação dos órgãos abdominais, dos vasos sanguíneos e é o principal método para avaliação fetal ao longo da gravidez.

Muitos confundem o conceito, mas o Doppler nada mais é do uma Ultrassonografia que faz uso de uma função específica dos equipamentos habituais de ultrassom, que permite estudar o sentido e a velocidade do fluxo do sangue dentro dos vasos sanguíneos através da aplicação do Efeito Doppler.

6. Densitometria óssea (DO)

A densitometria óssea é um exame realizado para quantificar a densidade mineral dos ossos, e pode ser indicado para o diagnóstico e o acompanhamento de osteoporose. Tem o objetivo de identificar pacientes com risco de fraturas que possam se beneficiar do tratamento com medicação.

Utiliza uma pequena quantidade de radiação ionizante para gerar as imagens. São utilizados dois feixes de raios-X simultâneos com diferentes energias, que interagem de forma diferente com os tecidos ósseos e com os tecidos de partes moles (não ósseos) do paciente. A densidade mineral óssea é calculada a partir da análise das diferentes absorções de cada feixe pelos ossos e pelos tecidos de partes moles.

7. Cintilografia

Cintilografia é o nome genérico que engloba diversos exames de imagem dentro da especialidade de Medicina Nuclear.

Este método também utiliza radiação, mas ao invés de o paciente receber radiação durante o exame, é ele quem a emite. Para quem não está habituado com os conceitos físicos envolvidos, isso pode soar estranho. Para que isso aconteça, é necessário que compostos radioativos sejam administrados ao paciente antes do exame, por via oral ou intravenosa, por exemplo. Durante o exame, o equipamento de cintilografia detecta a radiação (raios gama) emitida pelas diversas estruturas e órgãos do corpo humano, gerando as imagens. A quantidade de radiação é pequena e segura.

Para cada processo fisiológico ou patológico que se queira estudar em cada órgão ou estrutura, é necessário utilizar uma combinação de elemento radioativo associado a uma substância específica, com afinidades por diferentes órgãos e estruturas anatômicas.

A cintilografia tem aplicação em diversas áreas da medicina. Na oncologia, por exemplo, contribui na identificação de tumores ou metástases. Na cardiologia, ajuda a determinar se o músculo cardíaco está recebendo suprimento de sangue adequado. Na neurologia, auxilia o diagnóstico da doença de Parkinson. Há outras diversas aplicações.

8. Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET)

A PET avalia o metabolismo das estruturas analisadas, principalmente do cérebro, pulmões, fígado, ossos, músculos e outros órgãos.

Da mesma forma que a cintilografia, também é realizada após a administração intravenosa de um material radioativo (radiofármaco ou radiotraçador) que se acumula na área do corpo a ser examinada. Durante o exame, ocorre a emissão de raios gama a partir desta área, que são detectados pelo equipamento.

Por ter grande sensibilidade, é amplamente utilizada em áreas como a Neurologia e a Oncologia.

9. Tomografia por Emissão de Pósitrons acoplada à Tomografia Computadorizada (PET-CT) ou à Ressonância Magnética (PET-RM)

Basicamente, a PET-CT é um equipamento que permite a realização simultânea de uma PET e de uma TC. Já na PET-RM, são realizadas a RM e a PET ao mesmo tempo. As aplicações são parecidas com a PET, mas além das informações metabólicas da PET ganha-se também o detalhamento anatômico superior da TC ou da RM.

A principal aplicação dessas modalidades híbridas é a detecção de tumores e suas metástases.

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