Introdução:


COVID-19 (coronavírus disease 2019) é uma doença causada pelo vírus SARS-CoV-2. Teve origem na cidade de Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Em poucos meses, se alastrou à maioria das nações, tornando-se uma pandemia.

 

COVID-19 – Transmissão:


A transmissão ocorre principalmente de indivíduo para indivíduo através de gotículas (e não aerossóis). Além disso, através do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas (tosse, por exemplo). Há também algumas evidências de que a disseminação orofecal possa ocorrer.

Algumas medidas estão sendo adotadas para redução da velocidade de surgimento de novos casos, dentre elas: isolar os doentes; orientar os indivíduos sadios a evitar sair de casa desnecessariamente, evitar aglomerações, evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios, higiene adequada das mãos e uso de máscaras.

 

Precauções para evitar contágio do COVID-19 em centros de Radiologia e Diagnóstico por Imagem:


covid-19 doctorHigiene e assepsia das mãos: antes e após atender qualquer paciente.

Desinfecção da sala e equipamentos após uso de pacientes sintomáticos ou com suspeita de COVID-19.

– Uso de EPIs:

(a) pacientes sintomáticos ou com suspeita de COVID-19: máscara facial ou respirador;

(b) colaboradores durante contato com indivíduos com sintomas ou com suspeita: avental, máscara facial e luvas, que deverão ser descartados adequadamente logo após o atendimento do paciente;

(c) colaboradores durante procedimentos (p.e., punções e intervenções) em pacientes sintomáticos respiratórios ou com suspeita: avental, máscara facial, luvas e proteção ocular (óculos de proteção ou protetor facial descartável), que deverão ser descartados adequadamente logo após o procedimento.

– Além disso, no dia 17 de março de 2020 (terça-feira), a ANS (Agência Nacional de Saúde) publicou uma orientação sugerindo o adiamento de consultas e procedimentos eletivos (inclusive exames de imagem) durante o período de pandemia, para prevenir o contágio entre pacientes, e possibilitar a melhor utilização dos recursos para indivíduos doentes ou com suspeita de COVID-19.

 

Quadro clínico e Complicações:


As pessoas infectadas podem ser assintomáticas (sobretudo em crianças) ou apresentar sintomas respiratórios. Os sintomas mais comuns são: febre, cefaleia, mialgia, mal-estar, tosse seca, dor pleurítica, dispneia, dor torácica e palpitações.

A minoria dos casos (principalmente em idosos) pode evoluir com complicações, como: síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), infecções secundárias, septicemia , isquemia cardíaca e parada cardiorrespiratória, além de relatos mais raros de linfohistiocitose hemofagocítica secundária em pacientes internados em UTI.

 

Prognóstico:


Dados recentes sugerem que a taxa de mortalidade está próxima de 2%. Em um estudo que analisou os primeiros 44.672 casos da China continental, divulgado pela China CDC Weekly, a taxa de mortalidade foi de 2,3%.

 

Diagnóstico e métodos de imagem:


tomografia de covid-19

Exemplo de tomografia computadorizada de paciente de 50 anos com COVID-19. Opacidades bilaterais em vidro fosco associadas a espessamento de septos intra e interlobulares, resultando em aspecto em pavimentação em mosaico (nem sempre presente), com predomínio periférico e basal (fonte: coronacases.org)

O PCR é o método para diagnóstico definitivo da doença, com especificidade elevada, todavia com variável sensibilidade (60 a 97%; variação entre os diferentes estudos científicos divulgados recentemente)

Exames radiológicos podem ser úteis para auxiliar o diagnóstico, principalmente a TC de tórax, que tem alta sensibilidade (97%), apesar de ser pouco específica (25%), uma vez que os achados de imagem se assemelham a outras pneumonias virais e a pneumonia em organização. Em 16 de março de 2020, o Colégio Brasileiro de Radiologia divulgou orientação para que a TC NÃO seja usada para rastreamento ou diagnóstico inicial por imagem da COVID-19, devendo ser reservada “para pacientes hospitalizados, sintomáticos, em situações clínicas específicas”.

Quando indicada, usar protocolo de alta resolução (TCAR), se possível com baixa dose de radiação, sem uso de meio de contraste endovenoso (salvo em situações específicas, como na presença de derrame pleural). Se tiver interesse em aprender mais sobre os achados de imagem do COVID-19, recomendamos a publicação deste link.

A radiografia de tórax pode ser empregada como exame inicial, entretanto tem baixa acurácia e seu uso pode ocasionar retardo no diagnóstico do COVID-19.  Para pacientes internados, o ideal é usar equipamento portátil de radiografia, pois suas superfícies são mais fáceis de serem higienizadas, além de se evitar levar pacientes infectados para o setor de imagem, reduzindo a chance de contágio de outros pacientes.

Os exames laboratoriais podem também evidenciar: linfopenia, aumento do tempo de protrombina, aumento da lactato desidrogenase, leve aumento de marcadores inflamatórios (PCR e VHS) e de dímero-D.

 

ancora artigo

 

Notas finais:


As informações a respeito da pandemia pelo vírus SARS-CoV-2 têm sido bastante dinâmicas, e as recomendações compiladas neste artigo, redigido em 18 de março de 2020, podem passar por mudanças, de acordo com os desdobramentos e descobertas das próximas semanas.

Esperamos ter colaborado um pouco para dirimir algumas dúvidas neste difícil momento que todos nós estamos passando. Colocamo-nos à disposição de nossos clientes e parceiros para quaisquer orientações.

Solidariedade e senso de coletividade serão essenciais nas próximas semanas.

 

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