Em ambientes cercados de periculosidade, como em serviços de radiologia, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) se faz extremamente necessário. Por isso, neste conteúdo vamos te explicar melhor sobre a biossegurança.

Biossegurança: quais EPIs são necessários em clínicas de radiologia

A presença de radiação ionizante dos equipamentos de diagnóstico por imagem e de substâncias radioativas usadas para a realização dos exames expõe os profissionais que atuam nesse setor a riscos, que se tornam perigosos por serem “imperceptíveis” até que suas seus efeitos apareçam.

A radiação ionizante em pequenas doses é indolor, incolor, veloz, não deixando, assim, sequelas visíveis e necessitando de um período de latência para o desenvolvimento de sintomas.

Essas características podem fazer com que os próprios profissionais negligenciem os riscos aos quais estão expostos e, consequentemente, não se preocupem com a biossegurança.

Os riscos são reais nos serviços de imagem

Os riscos presentes nas clínicas de radiologia são silenciosos e podem ocasionar problemas no longo prazo. A exposição contínua tem o poder de alterar o DNA das células humanas. Também existe a possibilidade de causar câncer ou outras complicações, como infertilidade, catarata e eritema. Isso porque o sistema reprodutor, olhos, tireoide e medula óssea são os órgãos mais sensíveis à radiação.

A evolução tecnológica caminha no sentido de melhorar não somente a qualidade da imagem dos equipamentos de diagnóstico por imagem, mas também a segurança dos profissionais e pacientes expostos. Os novos equipamentos são fabricados para realizarem exames com cada vez menos radiação ionizante. Entretanto, os cuidados com a biossegurança por parte dos profissionais não podem ser deixados de lado.

É por isso que no post de hoje elaboramos uma lista dos EPIs necessários nas clínicas de radiologia. Vamos te apresentar o motivo e a importância do uso de cada um. Confira a seguir!

Biossegurança: 4 EPIs necessários em hospitais e clínicas de radiologia

1. Aventais de chumbo

Os aventais são produzidos em diferentes tamanhos e formatos. O objetivo é proteger a região torácica e abdominal dos raios ionizantes. Devem sempre ser utilizados pelos profissionais nas salas de exame. Para os pacientes, são utilizados quando outras regiões do corpo estão sendo avaliadas, evitando, assim, uma exposição desnecessária.

2. Protetores de tireoide

Os protetores de tireoide são colocados como colares, quando a sua utilização não atrapalha a realização do exame necessário. É usado com a finalidade de proteger essa glândula, que é um órgão muito sensível à radiação.

Recentemente, surgiram na mídia matérias sugerindo uma relação aumento da incidência de câncer de tireoide em mulheres que realizam mamografia sem o protetor de tireoide. Entretanto,

(i) não existem dados consistentes que demonstrem que uma mulher submetida a mamografia tenha aumento do risco de câncer de tireoide;

(ii) a dose de radiação para a tireoide durante uma mamografia é extremamente baixa;

(iii) o risco de indução de câncer de tireoide após uma mamografia é insignificante. Menos de 1 caso a cada 17 milhões de mulheres que realizarem mamografia anual entre 40 e 80 anos, e;

(iv) o protetor de tireoide pode interferir no posicionamento da mama, piorar a qualidade da imagem e levar à necessidade de repetições de exames.

Por essas razões, o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), a Sociedade Brasileira de Mastologia e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia não recomendam o uso de protetor de tireoide para pacientes realizando mamografias.

3. Óculos plumbíferos

O termo plumbífero refere-se ao que contém chumbo. Dessa forma, os óculos plumbíferos são feitos a partir de uma mistura de chumbo com vidro. O que garante perfeita visibilidade, além de proteção contra os riscos da radiação, pois a absorvem.

Sabe-se que o uso dos óculos é bastante negligenciado, mas a Radiology Business publicou o alerta de que os radiologistas podem estar mais expostos do que se imaginava. Portanto, não deixe de garantir o uso dos óculos durante a realização de exames radiológicos.

4. Protetor de gônadas

Assim como os olhos e a tireoide, os órgãos do aparelho reprodutor feminino ou masculino também são mais sensíveis à radiação. Portanto, o uso de protetores nessas regiões, quando não interferem na qualidade do exame, deve ser incentivado.

Vale reforçar que o uso dos EPIs não se aplica exclusivamente a profissionais de saúde ou a pacientes. Devem ser usados todas as vezes em que qualquer pessoa — seja ela profissional, paciente ou acompanhante de paciente — estiver exposta à radiação, e na condição de que o uso do EPI não interfira na qualidade do exame.

A qualidade do exame torna-se prioridade a partir do momento em que um exame de má qualidade pressupõe a realização de outro. Se isso ocorrer, o paciente e o profissional serão expostos a uma dupla dose de radiação.

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