Telemedicina, ou telessaúde, é um termo que compreende qualquer atividade médica que envolva a telecomunicação. Em síntese, reforça a relação médico-paciente através do uso de sistemas de comunicação a distância, como a internet. Ou seja, quando a distância é um fator crítico para os cuidados clínicos, a tecnologia é explorada em diversas perspectivas.

No Brasil, o CFM (Conselho Federal de Medicina) institui normas e exigências para o atendimento médico a distância. A Resolução CFM nº 1.643/2002 intervém para que a relação médico-paciente seja favorecida pela telecomunicação, respeitando princípios éticos e legais. Por exemplo: a exigência de  infra-estrutura tecnológica apropriada, que obedeça as normas técnicas para a guarda, manuseio, transmissão de dados, confidencialidade, privacidade  e garantia do sigilo profissional. 

O termo telemedicina foi utilizado pela primeira vez em 1950. Descrito em um artigo que discorre sobre a transmissão de imagens de radiologia por telefone. Recentemente, o termo é também empregado na literatura médica como telessaúde. Porém, devido a abrangência de cada atividade específica, suas terminologias têm se destacado individualmente. Sendo elas: teleassistência, teleducação e telelaudo. Por vezes, encontradas também em expressões descritivas, como: saúde online, radiologia online, laudos online, radiologia a distância, laudos a distância e infinitas variações que abordaremos a seguir. 

Teleassistência, o atendimento médico a distância.

  A teleassistência pode ser descrita simplesmente como atendimento médico a distância. Isso porque esse segmento da telessaúde permite que uma pessoa seja monitorada em sua própria residência por profissionais médicos. Em casos de emergência, o socorro pode ser prestado em poucos minutos. Para isso, o paciente, ao sentir mal-estar, pressiona um botão que liga automaticamente para o serviço de telemedicina. Em alguns casos, ele é também observado através de monitoramento 24/7.

A beneficência da telemedicina, especialmente nesses casos, é sustentada. Visto que a tecnologia pode amparar idosos, gestantes, deficientes físicos e pós-operados. Pacientes, esses, que requerem extrema atenção.

 

Teleducação, o ensino a distância.

A telemedicina também abre portas para o desenvolvimento intelectual e profissional do médico. Isto é, teleconferências, videoaulas e plataformas de e-learning podem ser utilizadas para a educação médica continuada. Atividades essas que são utilizadas e reconhecidas também em diversas outras áreas.

Dentre os métodos explorados atualmente pela teleducação e pela telessaúde, encontramos o conhecido aprendizado baseado em problemas (ABP). Nesse, os alunos são motivados a desenvolverem habilidades na solução de problemas em casos clínicos através da educação a distância. 

A tecnologia possibilita que alunos possam presenciar os casos clínicos dos mais comuns aos mais complexos. Uma preparação que tange um grande diferencial para o currículo profissional e para o conhecimento do aluno participativo. 

 

Telerradiologia e telelaudo

telemedicina telerradiologia laudos a distanciaA telerradiologia é um serviço de radiologia a distância. É um dos segmentos da telemedicina que vem ganhando espaço no dia a dia de hospitais e clínicas. Oferece suporte aos serviços de radiologia otimizando todo o processo de realização dos exames, desde sua marcação com uma história clínica adequada do paciente, orientação de protocolos, até a entrega de um laudo de qualidade. Esse segmento da telessaúde é uma vantagem para centros de diagnóstico por imagem, pois:

  • agiliza o tempo para entrega de resultados aos pacientes;
  • capacita a entrega de resultados de acordo com a real urgência dos casos;
  • viabiliza a entrega de resultados para exames urgentes;
  • dispõe de médicos radiologistas especializados e subespecializados para regiões distantes de zonas metropolitanas;
  • auxilia o serviço de radiologia para a cobertura de férias e em caso de ausências não planejadas da equipe local de médicos radiologistas;
  • minimiza os problemas de qualidade dos laudos (erros de interpretação das imagens) com a consultoria a distância (peer-review);
  • é uma alternativa ao custo elevado de manter médicos radiologistas atuando em plantões nos períodos noturnos e finais de semana;
  • é uma saída para que a variação do volume de exames, em alguns períodos, não seja coberta pelo custo fixo;
  • ajuda a evitar que as reconvocações de pacientes sejam feitas em excesso – visto que, algumas empresas como a STAR, implementam a padronização e organização nos protocolos de realização dos exames.
  • dispõe a assessoria médica para técnicos de radiologia, inclusive em períodos de plantão noturno e finais de semana;
  • disponibiliza os resultados de exames e imagens médicas para acesso aos médicos que os solicitam.

 

Conclusão

Hoje, presenciamos a evolução da comunicação. A tecnologia nos aproxima cada vez mais e isso reflete também na medicina com a telessaúde.

Em tese, o aumento da telemedicina em nosso cotidiano está mais ligada à diminuição do custo de equipamentos. Todavia, é um cenário possível que começa a ser escalado e já apresenta resultados para inúmeras organizações.

Nossa referência para a afirmação é a satisfação dos clientes da STAR e de seus pacientes, quanto ao amplo serviço de telerradiologia, incluindo a emissão de laudos (telelaudo), prestado. A agilidade e a acurácia diagnóstica são melhoradas de maneira significativa, como abordamos e comprovamos frequentemente em nosso blog. Possibilitamos ainda que centros de diagnóstico por imagem possam realizar um teste gratuito para emissão de um laudo a distância. O experimento pode quebrar barreiras como a aversão ao novo. Um sentimento comum diante de qualquer nova tecnologia.